Taroando

A INTUIÇÃO - CONSELHO DA PAPISA

 

A  definição da carta II do tarot, A Papisa, segundo o Wikipédia, inicia assim:

"A Papisa ou a Suma Sacerdotisa, nos tarôs modernos simboliza o sabedoria, o conhecimento, a intuição, o crescimento, a gestação, a nutrição da alma e do corpo"

Quis dar ênfase ao último trecho "nutrição da alma e do corpo" para fazer associação ao nosso tema trazido hoje, a intuição da Papisa, que tanto abordamos quando surge esse arcano. De antemão já "linko" a outra pergunta que muito escuto "Como saber se minha intuição é intuição mesmo, ou é só ansiedade?" e se eu continuar, talvez chegaremos a mais uma dúzia de indagações que envolvam a intuição e suas características, né? Mas calma, se pegarmos a raíz, ou o "x" da questão, talvez tenhamos mais clareza - ó, A Papisa aí - pra entender um pouco mais.

merakilabbe phixr(Fonte da imagem: @merakilabbe - merakilabbe.ca)

Quando o Wikipedia caracteriza o simbolo Papisa como geradora de conhecimento, de intuição ou o que nutre a alma, podemos entender a importância da clareza - conhecer, pois a falta de conhecimento gera incerteza, dúvida e ficamos com a eterna sombra na nossa visão - física ou espiritual. O conhecimento gera a sabedoria necessária, não somente aquela que nos motiva a tomar decisões ou entender um processo material, mas sabedoria de forma inteira, de corpo e alma. Quando conhecemos em um todo, atingimos um ponto de segurança naquilo que fazemos e acreditamos, afinal, o conhecimento aliado a sabedoria geram entendimento e é esse processo que nos afina com nossa intuição. Ficou confuso? 

De uma maneira simples, sempre que surgir aquela pergunta "É intuição ou ansiedade?", lembre-se que a ansiedade age por falta de conhecimento, compreensão e sabedoria - de uma maneira profunda. Ela atua no escuro, pois normalmente nos sentimos ansiosos com algo que não temos ainda, ou que não está de acordo com nossa vontade, com o que esperamos. Logo, quando pergunto: é intuição ou estou ansiosa com tal situação? É quase certo que a Papisa ainda está atuando com seu conselho de busca interna, de nos fecharmos às interferências externas e buscarmos dentro de nós as respostas, saídas e maneiras certas de lidar com o que nos deixa aflitos, incertos e inquietos. Do que vem de fora nem sempre temos controle, mas a maneira que recebemos, está diretalmente ligado a nossa capacidade de compreensão da situação. 

Não é fácil se desconectar daquilo que nos traz anseios, para escutar a voz da nossa intuição, não. Mas é um exercício diário esse de se escutar. É também uma tarefa - não muito simples - saber o momento de se recolher, como a Papisa costuma fazer, e não ficar presa a um mundo isolado. Mas de uma coisa precisamos saber: para compreender o próximo, precisamos compreender nós mesmas e para isso, não há nada mais precioso do que saber nos escutar.

Diana Prates


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